Por que só olhamos para dentro quando algo não vai bem na carreira?

Por que só olhamos para dentro quando algo não vai bem na carreira?

Na maioria das vezes, a curiosidade sobre nós mesmos não surge nos momentos de estabilidade. Ela aparece quando algo quebra. Quando o trabalho perde sentido. Quando a carreira estagna. Quando o corpo sinaliza esgotamento. Ou quando aquela sensação silenciosa de “não é mais por aqui” começa a ganhar voz. Essa provocação apareceu de forma clara em uma pergunta feita por Simon Sinek em um episódio de seu podcast A Bit of Optimism: Por que será que só exercemos curiosidade sobre nós mesmos quando algo vai mal? A pergunta é simples — e profundamente reveladora. Somos culturalmente treinados a perguntar “por quê?” apenas diante do erro, da frustração ou do conflito. E isso também se manifesta de forma muito clara na vida profissional. “Por que isso está acontecendo comigo?” “Por que não sou reconhecida?” “Por que sempre me sinto deslocada nesse tipo de ambiente?” Embora essas perguntas expressem curiosidade, elas muitas vezes nos levam mais ao vitimismo do que à ampliação de consciência. Fecham possibilidades ao invés de abri-las. No contexto de carreira, isso é especialmente delicado. Muitas pessoas só param para se observar quando enfrentam uma crise profissional: uma demissão, um burnout, um conflito recorrente, uma transição não planejada. Como se o olhar para dentro fosse um recurso de emergência — e não uma prática contínua de desenvolvimento. Mas e se o “por quê” pudesse ser usado de outra forma? E se, ao invés de perguntar apenas o que deu errado, começássemos a perguntar: Quando usados com presença e honestidade, esses por quês deixam de ser acusatórios e se tornam investigativos. Eles não buscam culpados — buscam compreensão. Nos processos de desenvolvimento e transição de carreira, essa curiosidade é um ponto de virada. Ela permite transformar desconfortos em sinalizadores, crises em aprendizado e pausas em reorganização interna. Não se trata de encontrar respostas rápidas ou definitivas. Mas de sustentar boas perguntas por tempo suficiente para que algo novo possa emergir. Na BienViver, partimos desse princípio: a curiosidade como prática, a escuta como caminho, e a presença como base para escolhas profissionais mais conscientes e alinhadas. Porque carreira não é apenas sobre cargos ou decisões externas. É sobre relação — consigo, com o trabalho e com os ciclos de mudança que a vida inevitavelmente apresenta. Talvez a pergunta não seja apenas por que algo não está funcionando, mas por que esperamos tanto tempo para nos escutar?   Com afeto, Karol  

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